Comentário das imagens expostas


quinta-feira, 30 de junho de 2011

13 º Lés a Lés Parte 1







Bom dia a todos Motociclistas!!




Uma vez mais foi realizado a maratona motociclistica de maior importância na Europa. E claro os "jornalistas" do Diário de Motocicletas estavam presentes.












Na verdade é que ao contrario de outras entidades totalmente semelhantes ( Motociclismo, Motojornal, Rev,...) nós tivemos que pagar a inscrição e levar as nossas motas.






Mas tudo isso vale a pena pois o retorno financeiro com a publicação neste blogue são largos milhões de Euros de facturação !!!




Assim posso apenas comentar que esta edição foi ... digamos ... calma, com muito calor e com uma companhia fabulosa. Isabel passas-te com distinção " bastando para isso o ter de aturar o teu marido " e claro a Catarina a parceira ideal nestas andanças mas um pouco sonolenta.

Quanto ao percurso este decorria atravez de um prologo de 80 kms pelo Mogadouro, com um primero dia calmo. O segundo dia partimos do Mogadouro com chegada a Castelo de Vide com aproximadamente 450 kms e umas 12 horas de condução.




Esta etapa foi magnifica pois a passagem do Douro é sempre única. E a ultima etapa ligou Castelo de Vide a Lagoa. Esta etapa foi marcada pelo calor e claro pelas aldeias tipicamente alentejanas.


Foi um Lés a Lés com nota quase máxima pois as refeições deixaram muito a desejar.


Esta foi a minha analise do evento mas estou certo que teremos mais novidades quando o "jornalista Mário Pires da Silva" publicar o Lés a Lés Parte II

























Cumprimentos


Filipe Lage











quarta-feira, 15 de junho de 2011

13 Lés a Lés










Sim, é certo que ultimamente não tenho postado muito ... poucas voltas de mota ... " ser pai tem destas coisas " mas finalmente esta a chegar o evento mototuristico com maior dimensão na Europa. Tenho o privilegio de poder participar a quatro anos seguidos e estou certo que este ano o quinto vai ser ainda melhor.

Para quem gosta de aventura tenha uma preparação física com requisitos mínimos e goste de andar de mota é a aventura certa para passar 4 dias inesqueciveis.

Para aqueles que tenham curiosidade de saber mais visitem a pagina http://www.fmportugal.pt/ambiente.asp?cod_seccao=6239




Como não podia deixar de ser deixo umas imagens do que já se passou nas edições anteriores !!!!





















































































































































Filipe Lage

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Honda Crossrunner – Lobo com pele de cordeiro

Se há coisa que eu adoro são motos e ainda mais andar em cima delas. Por isso, quando me dão a oportunidade de experimentar um novo modelo, fico mais contente que um puto quando lhe dão um doce. Em termos caninos, farto-me de abanar o rabo! Desta vez foi o concessionário “Irmãos Cruz” de Vila Pouca de Aguiar, que tiveram a gentileza de ma confiar, no seu novo posto de venda em Vila Real. A simplesmente designada Honda Crossrunner (VFR 800 X) tem profundos genes na conceituada e eterna VFR800 e herda quase toda a ciclística da mesma: quadro, basculante e motor, este último retocado face ao tipo de veículo. Ao olhar a moto de lado faz-me lembrar um Bulldog, com pouca perna e muito peito. Em cima dela, parece que estamos numa supermoto, dando a sua estreiteza de linha, em conjunto com o seu quadro de instrumentos de reduzido tamanho, e o seu baixo assento, uma sensação de grande leveza, conferindo maneabilidade em parado e a baixa velocidade. Para quem não saiba, o seu motor, um 4 cilindros em V, é uma das configurações mais sofisticadas e caras do mercado, que só a Honda sempre soube fazer ao longo da sua história. Tal como a VFR, para garantir o seu estreito perfil, os radiadores são colocados lateralmente e o basculante é monobraço, conferindo-lhe um visual de elevada tecnologia. Sem dúvida que a configuração V4 é a melhor que existe. Não é por acaso que quase todas as marcas de MotoGP (excepto Yamaha), adoptaram este modelo. A Crossrunner é a rainha da suavidade. Não existem as “pistonadas” das grandes bicilíndricas e acelera que se farta. Mas é a partir das 7.000 rpm que mostra a grandiosidade do seu motor e num “clic” faz-nos disparar a adrenalina e põe-nos todos os sentidos em modo de alerta máximo. A curvar é muito intuitiva, não exigindo nenhum esforço e trava bem, sendo bom sentir o conforto de saber que tem ABS, para uma travagem inesperada. Não gostei da configuração do comando do punho esquerdo (igual à VFR1200), onde trocaram a posição tradicional do pisca, com a buzina. Por causa disso, fartei-me de buzinar quando queria fazer pisca e vice-versa. Como dizia o outro “não havia necessidade…”. A embraiagem, hidráulica, podia ser menos dura e seria útil que o painel de instrumentos, demasiado compacto para o meu gosto, tivesse um indicador da velocidade engrenada. O canhão da ignição está lá no fundo, numa espécie de buraco, pelo que não teria sido má ideia colocá-lo um pouco mais acima, ou noutro local. Para mim, esta moto concorre directamente com a Ducati Multistrada 1200, apesar da diferença de cilindrada e potência. Digo isto, porque ambas são “funbikes” – divertidas na estrada, práticas na cidade e têm disponível de origem vidro alto, punhos aquecidos e malas, que nos podem levar até ao fim do mundo. Ah! E surpresa das surpresas, tem um depósito com uma capacidade de 21,5 litros! A vantagem da Crossruner é que é muito mais acessível (um pouco mais de 11.000€, para 16.000€ da versão base da MTS com ABS), apesar de não contar com a dispensável cavalaria de que não tiramos proveito e os “gadgets” tecnológicos, muitas vezes dispensáveis (níveis de potência do motor, controlo de tracção multi-regulável, embraiagem deslizante).
Gosto desta Honda, porque a acho bonita, prática, maneável, potente e dá para tudo.
Tudo isto montado numa base mais que testada, conferindo à partida uma grande fiabilidade. Que mais podemos querer?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O MITO DO REIGAZ


Desde criança que ouço falar do Reigaz. Sem nunca ter perguntado até agora o que significa, para mim sempre soou a velocidade furiosa e desenfreada por aquela estrada, sem regras nem limites. Para mim o Reigaz, é o rei do gás, rei da velocidade.
Mas afinal o que é que significa? É o nome que chamam a um troço de estrada nacional (EN2) entre Sabroso de Aguiar e Oura (Vidago), com cerca de 4,5 Km de longitude, constituído por um enlaçado de curvas e contra-curvas. O seu nome, suponho eu, deve-se ao alto do Reigaz, imediatamente a Norte de Sabroso de Aguiar e à ribeira do Reigaz, que nasce naquele alto e acompanha a Oeste, esta estrada.
Porque é que eu a intitulo de mito? Porque quando alguém queria ou quer demonstrar a sua habilidade e destreza com o volante, falava das curvas do Reigaz. É por isso um mito, o meu mito. Mas não só. Actualmente quando lá passo de moto, não consigo evitar abrir um pouco o gás por entre aquelas curvas cheias de segredos e de emoção, cujo traçado se desenrola pacificamente, longe de qualquer “ameaça” humana.
Um mito sem história decerto, mas em Chaves isso já é usual. Temos o famoso presunto, sem que ninguém o produza em quantidades proporcionais à sua fama, temos a fértil veiga de Chaves, que apenas serve de pasto e forragem para as vacarias, os pastéis de Chaves feitos à moda de qualquer terra. Enfim, temos a fama em muito, e o proveito em nada.
E tu, o que é que sabes sobre o Reigaz?

domingo, 10 de abril de 2011

Comunicação entre motas e com o pendura.



Depois de muita pesquisa e de algumas tentativas frustradas, eis que surge um sistema, pronto a usar, que serve para comunicar de mota para mota e piloto-passageiro, tudo num só aparelho.
Ainda não experimentei este kit, mas tenho testado com outros radios da midland e estou francamente impressionado com o alcance e clareza das comunicações.
Se alguém já tem este sistema ou outros, e puder partilhar as experiências, nó ficariamos gratos.

Fica o link do fabricante que também tem loja on-line. Mas pela minha experiência, encontra-se mais barato no eBay ou em outras lojas online.

http://midland-uk.com/midland-bike-to-bike-extra-kit-open-faced-version.html

Cumprimentos, "Eduardo Bielas"

quinta-feira, 31 de março de 2011

DUCATI DIAVEL




Apesar de ter sido convidado não pude comparecer na passada 6ª feira ao jantar de apresentação da Ducati Diavel em Mirandela no restaurante Flor Do Sal.


Segundo me foi transmitido as opiniões foram diversas em relação a mota mas todas elas foram unânimes que foi uma noite muito bem passada na companhia dos amigos e "duas especiais amigas".



As imagens são bastante ilucidativas.....



Um abraço




Filipe Lage


quinta-feira, 24 de março de 2011

BMW K 1600 GT – A todo poderosa

Por ocasião da revisão dos 21 mil K da minha RaTa no concessionário BMW em Aveiro, deram-me a oportunidade de dar uma voltinha na novíssima K 1600 GT, muito por gentileza do seu técnico de vendas – João Gonçalves (a ele o meu muito obrigado), pois a mesma estava semi-desmontada para colocação de acessórios.
Convém antes de mais esclarecer que, qualquer semelhança da GT com a minha é pura coincidência, pese embora se destinarem ao mesmo tipo de uso e terem muitas semelhanças nalguns componentes. Talvez por isso, se tivesse uma GT, nunca lhe chamaria RaTa, pois a GT é muito mais possante. Decerto iria chamar-lhe um nome algo mais másculo (pénis?). Apesar de tudo a RT é a minha referência e por isso é com ela que vou comparar a GT.
A diferença mais palpável é sem dúvida o nº de cilindros – 6, 3 vezes mais que a RT! Ao andar na GT, sente-se um binário poderoso quase na mesma proporção do número de cilindros. É esta pujança que nos permite questionar-nos, para quê velocidades automáticas? Depois de engrenada a sexta velocidade, ficamos com a sensação de que não é necessário mudar mais. A 30 Km/h e cerca de 1000 rpm, nada reclama.
O acelerador já não tem cabo, é electrónico, muito sensível ao tacto. Os seis cilindros a trabalhar ao ralenti, parecem um zangão zangado. Ao arrancar até tinha medo de acelerar, mas depois verifiquei que o motor até nem é muito brusco, mas cuidado com a genica dele. No entanto o som (não me atrevo a chamar-lhe ruído) parece estar constantemente a avisar-nos que aquilo não é um brinquedo.
A posição de condução é para mim, simplesmente perfeita. Tem o assento ligeiramente mais baixo e o guiador obriga a ir um pouco mais inclinado para a frente, a aproximar-se de uma posição turístico-desportiva, mas longe desta última.
A curvar nota-se mais o peso que na RT, no entanto deixa-se levar sem esforço, com a vantagem de não precisar de praticamente de reduções de caixa nas curvas mais lentas. Consumos? Quando arranquei o computador marcava 6 l/100 e ao regressar marcava o mesmo. Nada mau para uma 1600.
Já a tinha visto em fotos e algumas referências positivas sobre a sua ligeireza para os seus 330Kg (depósito cheio), no entanto esperava que fosse mais “gorda”. Tendo os pés mais perto do chão e estreita entre as pernas, acaba por compensar o seu maior peso em relação à RT. Por outro lado o conjunto do painel de instrumentos e retrovisores, acabam por lhe conferir um ar mais esguio e ligeiro.
Os comandos nos manípulos são muito parecidos à RT, no entanto as funções são muito diferentes. Nota relevante para o computador de bordo, estilo TFT a cores, perfeitamente legível, com todas as funções – rádio, suspensões electrónicas, GPS, pressão dos pneus, aquecimentos dos punhos e dos assentos, níveis de potência do motor, nível da gasolina, temperatura do motor, temperatura ambiente, etc. Na RT é mais imediato o acesso às funções, mas na GT com habituação também acedemos rápido, mas acima de tudo o aspecto é simplesmente fantástico.


Quase me ia esquecendo de um equipamento único no mercado, de estreia mundial – o farol direccional que aumenta a luminosidade nas curvas. Como não utilizei, não posso dizer nada, mas decerto deve ser muito útil… à noite, claro!
É difícil por defeitos a esta moto. Estamos a falar do topo de gama da BMW - 25.500 € de moto (GPS incluído)! Tal como me custou um pouco adaptar-me à caixa de velocidades da minha RaTa, com a da GT também não me entendi muito bem. Os travões da frente, aparentemente iguais aos da RT, não é que travem mal, mas pareceram-me um pouco curtos para a potência e peso desta máquina. Se lhe colocassem uns radiais, nem que fosse só para encher os olhos, penso que não tinha nada de mais.
Por fim vamos àquilo que é mais subjectivo – as suas linhas. Ao contrário da sua antecessora K1300GT, considero a 1600GT lindíssima. Tem umas formas muito estilizadas, que aliadas à qualidade e ao pormenor dos seus acabamentos a tornam quase perfeita. Até as malas laterais são uma autêntica escultura, as quais são destrancadas com uma simples pressão num botão existente no manípulo direito, em conjunto com dois pequenos compartimentos existentes em cada um dos lados das carenagens laterais.
Findo este pequeno teste regressei à minha calma e descontraída RaTa, mas com pouca vontade de regressar pela aborrecida auto-estrada. Por isso, e porque o tempo ameno assim o convidava, desviei a minha rota pela serra do Caramulo e em Lamego voltei a sair da linha e fui pela nacional até à Régua.
Que mais é que se pode pedir de uma revisão?




segunda-feira, 21 de março de 2011

As primeiras GAZADAS de Primavera !!!










Sim é verdade que eu pertenço a um grupo bastante restrito no nosso pais que de facto anda de mota o ano inteiro, pois normalmente quase todos dizem que sim mas na verdade ui ui esta frio... ai ai a chuvinha... enfim desculpas !!!!

Contudo tenho que admitir sem complexos que umas gazadas com uma temperatura de + ou - 20º e acompanhar com um dia de sol é simplesmente FABULOSO !!!!!!!!!!! " qual chuva qual que ??? meu rico SOL !!!! "

Pois foi o que aconteceu no passado sábado. Um dia magnifico para que eu e claro o meu companheiro Mário fosse-mos dar umas GAZADAS . E que gazadas ficando como testemunha a Rampa porca de Murça ... sim sim a famosa rampa onde se disputarão subidas alucinantes de pilotos de automóveis de cariz nacional e internacional.

Podemos dizer que as nossas GS e RT já escreveram nesse asfalto com umas derrapagens dignas de registo" ESP e ABS - OFF e claro ESA no modo SPORT " e toca a sentir a verdadeira adrenalina...


he he e no final o Mário com cara de admirado... "Não tenho travões " ....

Bom mas nem tudo foram corridas.

Fizemos uma passagem pela Serra de St. Comba com a sua paisagem sempre inacreditável e mais para o fim da tarde ainda deu para beber uma água com o nosso amigo Humberto.


Com isto tudo só se poderia pedir mais uma coisa que é o dobro dos kms!!

Um abraço e boas Gazadas!!!



FILIPE LAGE

terça-feira, 8 de março de 2011

Amendoeiras em flor a 100 à hora

Existem muitos motivos para nos ficarmos pelas intenções: doença, mal-estar, cansaço, trabalho acumulado, imperativos de ordem familiar, preguiça, reparações/trabalhos caseiros que ninguém quer fazer, enfim, quase tudo serve de entrave para fazer aquilo que mais gostamos.
Fácil, fácil, é nada fazer, como por exemplo ficar na caminha até mais tarde e dar uma segunda volta aos sonhos, sentar à mesa e comer um refastelado almoço, ou simplesmente estar no sofá a ver televisão.

Sábado, 5 de Março de 2011. Depois de durante dois dias, armado de uma sachola, combater arduamente contra um duro inimigo que não cedia perante os meus golpes (sacholadas), desabituado a este tipo de “desporto” (os tais trabalhos caseiros), doíam-me as costas e já pouca força tinha nos braços e nas mãos.
O lógico seria à tarde, dar um mergulho no sofá e fazer estiramentos com os dedos no comando da televisão. Mas não. Aquilo que me apetecia mesmo era “snifar” de forma intensa a minha droga – andar de moto. Por estranho que pareça, ao invés do comum, andar de moto não me dá dores de costas, tira-mas!
Há alguma coisa mais bonita do que amendoeiras cobertas de flores celestiais a anunciar a Primavera? Sim! O alcatrão negro e lisinho, com muitas curvas!
Com isto tinha o pretexto e o motivo para zarpar. Mesmo sem o meu companheiro de sempre – o meu amigo Filipe, decidi avançar, só que desta vez em modo “lobo solitário”.
Por volta das 14H30, com as botas nos pés e as luvas nas mãos, eu e a minha RaTa avançamos pela EN2 em direcção a Peso da Régua. O tempo não estava bom nem mau, o céu estava nublado, mas as nuvens estavam altas, não dando mau presságio.
Pela nacional 2, nada de novo, apesar de a arrebatadora A24, tornar cada vez mais esmorecida a memória de quando fazia das curvas rectas, e das rectas auto-estrada. Com as portagens para breve e o preço da gasolina a subir a pique, talvez nos faça regressar ao passado mais rápido do que pensamos.

Em Fortunho entrei na A24 para evitar passar por Vila Real e voltei a sair para Nogueira, depois da zona industrial de Constantim.
A EM313, que vai até à Régua, constituiu durante muito tempo uma válida alternativa à EN2 que passa por S.ta. Marta de Penaguião, cujas curvas são tão fechadas que nem as motos gostam de as fazer.
Na EM313, as curvas são muito mais amigáveis (o piso um pouco irregular), mas acima de tudo tem uma paisagem deslumbrante para as encostas vinhateiras e as aldeias que lhes servem de apoio.
Passada a velha ponte sobre o rio Douro, enveredei pela EN212 em direcção a S. João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa.
À esquerda o imponente rio Douro e à direita imponentes montanhas com pendentes que metem respeito. É por isso que normalmente existem restrições ao trânsito devido a derrocadas, mas o seu trajecto é fácil, plano e com muitas rectas.

Próximo de Pinhão, virei à direita e comecei a subir uma infindável pendente com curvas fechadas e mau piso, mas lá no alto, já próximo de S. João da Pesqueira, até V.N. de Foz Côa, o trajecto tornou-se muito mais agradável, permitindo ver mais de perto o alcatrão das curvas.
Apesar de a flor das amendoeiras ser o pretexto, não posso deixar de fazer uma menção honrosa às mesmas, tanto mais que neste período celebra-se em Foz Côa, até 13 de Março, a XXX (lê-se 30ª - não é porno!) Festa das Amendoeiras em Flor. Penso que também devem ser um pretexto, pois não se vêem assim tantas como isso!
Já na N102/IP2/E802, até ao Pocinho, posso dizer que me diverti à grande e à francesa, ao percorrer aquelas curvas bem desenhadas e intuitivas, dando a sensação de ir sobre carris.
Passada a barragem, toca a subir uma estrada meia degradada, meia em obras, melhorando a partir do momento que deixamos a companhia do rio Douro e depois do rio Sabor.
Ao desviar para Vila Flor por uma espécie de atalho, que é a EM608, voltou a diversão, estrada acima, com curvas algo apertadas mas que convidavam a despertar os sentidos.
De Vila Flor a Mirandela pela N213, também foi um docinho, com um traçado bem ao meu gosto,
sempre enquadrado com paisagens férteis e verdejantes, pese embora ainda estarmos no Inverno. Ao passar pelo Cachão, senti um odor que muito me agradou, vindo das chaminés dos lagares de azeite (mas se calhar poluente!).
Chegado a Mirandela, já eram 18H00 e por isso não havia tempo a perder, pois o sol estava a avisar que não aguentava por muito mais tempo. Rumei pela aborrecida via rápida EN213, e a partir de Valpaços, na estrada mais restritiva e castrada do concelho e arredores, ainda deu tempo para evitar o papão do radar da Policia.
Chegado a Chaves, assim terminei a minha viagem, com um sorriso na cara e 280 Km na RaTa
.
Esclarecimentos:
Este passeio foi feito exactamente à média de 100 à hora! Dúvidas?
O quê? O tempo total gasto não coincide com a média? Pois não, porque parei para apreciar a paisagem, tirei fotos e como sou gente também parei para comer…e tive que fazer as curvas, claro!
A média excede o limite legal de 90 Km/h em estrada nacional? É verdade, mas há que ter em conta que percorri uma parte em auto-estrada, que fez aumentar a média!
Afinal tudo bate certo!!!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Andar de moto na Estrada Nacional N103



 A estrada nacional N103 estende-se de Bragança a Neiva (situada 11Km a sul de Viana do Castelo, pela N13), numa extensão total de 265 Km e quase 5 horas de viagem, a uma velocidade legal.

CHAVES fica pelo caminho, a 96 Km de Bragança, e é exactamente por este inebriante troço que vamos viajar.
Quem diz que a Route 66 é espectacular? Qual quê! A N103 é que é a verdadeira estrada, a dos puristas - aqueles que gostam de desafiar a gravidade nas curvas. Mas não numa Harley, claro!

Começamos na extensa recta que antecede Faiões e a partir daí toca a bailar montanha acima: curva à direita, curva à esquerda e contra-curva. Confesso que custa um pouco ao início, com curvas bem apertadas, sem visibilidade, mas ao atingir a famosa Bolideira (a rocha que dizem que oscila - eu nunca vi ) começamos a descer, e nessa altura já temos os pneus quentes e o coração a ferver.
Passamos Tronco e depois de fazermos um cotovelo bem apertado e mais qualquer coisa, atingimos a aldeia que quase podia ser vila: Lebução. Aqui passamos por um bar/gasolineira com um nome muito motard - "Harley Davidson Café - Snack Bar" , bem ao estilo Route 66. Até tinha uma moto a fazer de reclame, mas os amigos do alheio não aguentaram e roubaram-na. O bar já teve uma decoração em conformidade com o nome. Agora, já com o 3º dono, está decorado para ser acolhedor e agradável para ir lá tomar um cafezinho (recomendo).

A partir desta altura as curvas começam a ser mais abertas: um explícito convite para elevar o ritmo, mas mal descemos a montanha, o rio Rabaçal, teimoso e imponente, obriga-nos a fazer mais umas curvas bem lentas e pronunciadas. Mas não interessa, enquanto negociamos com as curvas, tudo passa rápido, até que atingimos Rebordelo, terra onde nos encontramos com o cruzamento para a N315, que vem de Mirandela, via "Bouça".

A partir daí é "ver se me apanhas". O bom piso e as curvas largas, dão visibilidade e confiança para nos esquecermos que estamos numa nacional. Lembra-nos de vez em quando, os caprichosos 50 dos sinais de limitação de velocidade, quando atravessamos dois ou três lugarejos, que nem aldeias são, e aí há que ter cautela, pois a Gê-Ene-Erre, costuma estar por lá à espreita dos incautos... quero dizer... dos imprudentes.
E assim chegamos a Vinhais, uma vila de "risca ao meio" (terra com uma só estrada e casas nas bermas). Uma terra que lhe tem custado afirmar-se devido a uma geografia rigorosa e uma metereologia ao mesmo nível, mas com gente rija e hospitaleira e muito bom fumeiro! Também dizem ter por lá um parque biológico, mas eu nunca o vi.
Não há tempo para reflexões. O gado bovino abunda por aqueles lados e não gostaria de ter um "tête-a-tête" com ele. Há que estar atento.
Com menos de 1/3 do percurso (31 Km) para percorrer, começamos assim um troço de curvas exigentes que nos leva ao rio Tuela. São as minha preferidas . Difíceis por serem algo apertadas mas com boa visibilidade, o que nos dá um impulso para sermos mais atrevidos.
Neste troço as limitações de velocidade são reduzidas. Apenas 1 aldeia (Vila Verde) e uns quantos cruzamentos com estradas secundárias. Um verdadeiro oásis quanto a limitações e regras, no formigueiro em que vivemos.
E assim chegamos à velha cidade de Bragança. Se gostaste do passeio e soube-te a pouco, então volta para trás e terás o dobro das sensações!
Boas curvas