Comentário das imagens expostas


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mais TT....

Mais um fim de semana de Todo-terreno em Chaves. Desta vez eu fiquei de rastos, e não foi preciso muito.. Ficam aqui algumas imagens, tudo captado, editado e publicado via iPhone...
Abraços.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mundial de Superbikes em Portimão


A Catarina preparada para o mau tempo

Com uns bilhetes “low cost” e muita vontade de virar quilómetros na moto, eu e a Catarina na minha “RaTa” e o Xavier mais a sua companheira na sua GS, rumamos a Portimão para ver a última jornada do Mundial de Superbikes. Tomamos o caminho mais divertido, mas mais demorado – Chaves – Mirandela – Vila Flor – Pocinho, onde constatamos com agrado que a nova IP2 já está aberta em toda a sua extensão até à A25 (cerca de 70 Km, pena o limite de velocidade ser só de 90 Km/h) – Guarda – Covilhã – Fundão – Castelo Branco - Portalegre – Estremoz – Évora – Beja – Lagos.
Xavier e a Carla na sua GS
Saímos por volta das 16H00 e às 00h15 estavamos à porta do nosso alojamento. Nada mau para um percurso com tantas limitações de velocidade e algumas paragens.
No dia seguinte fomos ver os treinos. Tivemos oportunidade de ir ao Paddock para ver as celebridades e toda a pafernália de camiões de assistência das equipas. Aí deu para verificar que a exuberante namorada do Marco Melandri (Manuela Raffaetà) é mais favorecida na televisão do que ao vivo!
A Manuela Raffaetà ao vivo e a cores
Ficamos um bocadito desiludidos no acesso ao Paddock, pois julgava que o passe também dava para ir ao “pit lane” ver as motos dos campeões nas suas garagens. Este ano a organização do evento aburguesou e limitou (e encareceu) mais os acessos do que no ano passado, ano de estreia.
Em compensação demos a volta à pista a pé, de bancada em bancada, procurando a aquela que nos desse a melhor perspectiva das motos para o dia das corridas. 

Carlos Checa em acção, vencedor da 1ª manga

O dia, apesar de curto, ostentava temperaturas que faziam inveja ao Verão e por isso fizemos questão de ir até à praia, e surpresa (!), a água estava óptima, mesmo ao anoitecer, coisa que nunca a encontrei assim noutros anos, em pleno Verão.
No Domingo foi o dia das corridas. Constatamos, porque é que o Carlos Checa é campeão do Mundo, ao ganhar com astúcia e perícia a primeira manga de SBK e na segunda ganhou o Marco Melandri com uma Yamaha, marca esta, que já anunciou que se vai retirar desta competição. Tenho pena que aconteça, ainda por cima com uma moto competitiva que ficou em 2º lugar do campeonato.

Marco Melandri, vencedor da 2ª manga

Nas Supersport não houve grande história. O já campeão do mundo Chaz Davies voltou a dominar sem dar hipóteses. Destaco o nosso Miguel Praia, que apesar de sair algo atrasado na grelha (13º), recuperou até um meritório 8º lugar.
Miguel Praia
Depois disto, restou-nos “dar corda aos sapatos” e pôr-nos no caminho de regresso a casa. Para variar e como era véspera de dia de trabalho viemos pela auto-estrada – A22 – A2 – A13 – A1 – IP3 – A24. Com partida às 16H30, cerca das 22h30 já estávamos em casa.
E com isto fizemos uma tripla despedida: do mundial de Superbikes, do bom tempo e das SCUT de borla. Que tristeza! Para o ano há mais… se a crise assim o permitir!

Uma rara Victory Vision Tour  no estacionamento do Autódromo


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Abertura Oficial da Época de Todo-Terreno.

A direcção deste distinto blogue, declara "OFICINALMENTE" aberta a temporada de Todo_Terreno em Todo o Portugal Continental, Açores e especialmente Madeira (porque nós gostamos é de buracos), ASS: O Vice-Consul de Vilar de Nantes em Matosinhos, Eduardo Bielas.


sábado, 1 de outubro de 2011

Suzuki DL 650 V-Strom – A moto fantástica

De todas as motos que tive até agora, a Suzuki é aquela que tem ocupado mais quantidade, tempo e distância na minha vida, e por isso ainda me desperta um certo desejo de voltar às origens.
Esta marca não é de grandes revoluções e luxos, mas tem feito ao longo da sua história excelentes motos. Não é tão bem acabada como por exemplo a Honda, mas é muito mais competitiva na relação qualidade-preço.

Já tive duas GSX750F (em 89 e 98), uma das quais rolou nas minhas mãos durante 115.000Km (com zero problemas) e uma DR350 para andar no monte.
A antiga 650 V-Strom já saiu há cerca de 7 anos, derivando da irmã maior - DL 1000, sendo que esta última acabou por ter uma curta carreira devido às fracas vendas. Vá-se lá saber porquê.
Em contrapartida a 650 teve um franco sucesso de vendas, granjeando rasgados elogios sobre as suas qualidades dinâmicas e ganhando nas revistas da especialidade todos os comparativos da sua classe. O sucesso foi tão grande que até no nosso pouco motociclista país existe um fórum só para a V-Strom. (http://www.vstromportugal.com/vstrom/index.php)
O motivo do sucesso? Muito maneável, polivalente, com uma excelente protecção aerodinâmica, a qual juntamente com um grande depósito de 22 litros lhe conferem boas qualidades turísticas e claro, umas linhas bonitinhas que geraram consenso. O motor, com dois cilindros em V, é potente quanto baste, solto e alegre.
Perante todas estas boas qualidades, mal se anunciou que ia sair o novo modelo, fiquei na expectativa de ver se conseguiam melhorar aquilo que já era bom.
Ainda tive que me “esforçar” para conseguir andar na moto de testes. Foi-me cedida uma, que andou nas mãos dos jornalistas nestes últimos meses e fui apanhá-la no concessionário Suzuki de Sto. Tirso.
O gerente, ao entregar-me a moto disse-me “olhe que é fantástica” e eu pensei – as motos para serem fantásticas têm que custar no mínimo 15.000€! Nada mais errado.
Olhando para o seu aspecto exterior, a sua principal diferença é ter a carenagem mais compacta, conferindo-lhe um ar muito mais ligeiro. Em cima dela a diferença é ainda maior com um pequeno, mas acertado painel de instrumentos. A traseira melhorou muito. A Suzuki sempre foi propensa a fazê-las feias. O primeiro prémio dava-o à minha antiga GSX750F de 98 por parecer a ponta de uma ogiva nuclear, o segundo à antiga V-Strom com o seu ar sisudo e pesado, e o terceiro à Hayabusa, pela ostensiva marreca. Posso dizer sem receio de controvérsia, que esta nova traseira está bem conseguida, estilizada, dando-lhe um aspecto muito ligeiro, com o escape bem rematado, apesar de todo ele ter um aspecto geral algo básico (orçamento assim o obriga).
A posição de condução parado é simplesmente perfeita e em andamento notamos o bom conforto do assento e o espaço que nos deixa atrás do rabo para tomarmos uma posição de condução mais desportiva (ao contrário da MTS 1200, em que ficamos “entalados” no assento).
Já com o motor ligado, o mesmo apenas rumoreja, mas ao acelerar mostra ter carácter, sem qualquer “poço” na curva de potência. Com 68 cv, não tem a pujança de uma moto de topo, mas não nos sentimos limitados para fazer seja o que for. E a curvar, que bem se deixa levar! Imagino que, depois de nos adaptarmos convenientemente, não há potência que bata esta moto.
De realçar o mostrador LCD, o qual entre outras coisas nos dá a velocidade engrenada e a temperatura ambiente. O consumo médio, contador parcial, etc. é-nos dado de forma alternada carregando num botão situado no punho do lado esquerdo. Um pormenor bastante raro neste segmento de motos. E quanto a beleza, faz roer de inveja a motos muito mais caras, como é o caso da Yamaha SuperTénéré.
Outro aspecto que não me passou despercebido, foi a protecção aerodinâmica. Como é sabido, aquilo que mais aborrece numa viagem mais longa ou no Inverno, é quando o vento vai direito ao capacete, gerando ruído, turbulência e muitos cadáveres de mosquitos. Pois bem, nesta moto o vidro deflector na sua posição mais alta (é regulável) ficou-me mais que perfeito. Nem uma brisa, mesmo a mais de 120Km/h. Penso que deve ser suficiente para a minha altura, na posição mais baixa.
Também importante é a panóplia de acessórios de viagem que podemos adquirir de origem: punhos aquecidos, vidro deflector maior com apêndice aerodinâmico, malas laterais (pena serem necessários aqueles inestéticos suportes em ferro), mala superior, protector de cárter (de plástico).
Maus pormenores? Sim, existem, mas com pouco relevo. Não gostei do acabamento do vidro deflector com aqueles 4 parafusos, cada um deles enfiados num profundo buraco (o vidro maior em opção parece já não ter esta lacuna, pois está tapado como no modelo antigo), e o facto de ser necessário desapertar esses mesmos parafusos para regular o vidro. Gostava que o depósito não tivesse perdido os 2 litros da antiga, mas a verdade é que prefiro mil vezes a motinha com aspecto esguio e ligeira, mesmo sabendo que um dia posso ficar pendurado na estrada por falta dessa gasolina. A silhueta da moto deixou de ter uma personalidade tão vincada como o modelo antigo, mas isto é como as mulheres bonitas, ao serem tão bem delineadas e perfeitas acabam por parecer (quase) todas iguais.
Esqueci-me falar dos consumos. Quando agarrei nela o computador de bordo marcava 5,3l/100. Durante a minha volta ainda baixou para 5,2. Um bom indício de que gasta pouco, apesar de ter puxado por ela.
Para não deixar nada por dizer, a caixa de velocidades pareceu-me correcta e as suspensões, no primeiro contacto, algo duritas, mas depois de alguns quilómetros pareceram-me bastante equilibradas. O amortecedor de trás tem um comando muito acessível para regular em compressão, no caso de se levar passageiro ou carga.
Confesso que adorei a moto. Quando a devolvi ao gerente disse-lhe que tinha razão, é mesmo fantástica. Com 9.000€, conseguimos fazer o mesmo que uma com o dobro do preço e divertimo-nos igual ou melhor, pois também é benéfico para o nosso ego sentir que dominamos (esprememos) a máquina e não ao contrário. 
Se a prefiro à Cross Runner? Gosto mais das linhas da Honda, e ainda do mágico motor V4. Porém a Suzuki é muito mais económica (gasta menos 1-1,5l/100 Km) e custa menos 2.000€, é mais confortável e dá para rolar em caminhos, subir e descer passeios, etc.. Dois mil euros, é pouco dinheiro para ti? Então compra a que quiseres. Se é muito, então escolhe a V-Strom.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Abertura da época de "CAÇA" !!!

Sim, é certo que habitualmente não se costuma postar nada sobre todo terreno. Contudo tenho que vos comunicar que é uma modalidade que já me acompanha desde os meus 15 anitos ... ui ui ... ninguém tem 15 anos !!!!















Com a chegada do tempo frio e das primeiras chuvas lá começa a morder o BIXINHO das primeiras gazadas na terra. Aquele cheirinho da terra molhada, aquela sensação de poder, de controlo, aquelas trialeiras durisismas ... de deixar os pelos arrepiados só de imaginar...

Assim estou certo que quem pratica que entende o que estou a falar quem não ... Azar o dele pois não sabe o que perde !!! ...


















Um abraço a todos e especialmente aos ENDURISTAS pois este post é escrito para eles !!!

Filipe Lage

terça-feira, 20 de setembro de 2011

BMW S1000RR – Duzentos cavalos, sob pressão



Antes de mais quero esclarecer que a pressão a que me refiro no título não é para os 200 cavalos, é todinha para mim. Porque isto de ter entre as pernas a moto de série mais potente e veloz do mundo (200 cv/304 Km/h) não é brincadeira. Nesses termos, por mais que me possa doer as costas, curvo-me respeitosamente perante esta obra mestra de beleza e de tecnologia, pois com isso sei que em troca, obterei o seu respeito.
Com o arranque do motor da moto, o meu coração também aumentou de batimentos, mas depois no arranque até se revelou muito suave. 
A posição de condução, como é óbvio neste tipo de mísseis, perdão, queria dizer máquinas, é carregada sobre os braços. É verdade que é cansativa, mas ao acelerar com ímpeto vemos que afinal até é uma posição lógica (!) e ao curvar ainda mais.
Não vou falar de qualidades dinâmicas nem coisa do género, pois o tipo de estrada onde andei pouco deu para acelerar e ainda menos para curvar. Posso afiançar no entanto que a mesma é pior que um miúdo hiper-activo e trava tão bem que até os olhos querem sair das órbitas. Até às 7-8000 rpm (de 14000 possíveis), que foi até onde consegui acelerar fugazmente, não notei qualquer poço de potência ou qualquer coisa do género.
Como tem potência para dar e vender, tem 3 níveis: o máximo – race, o intermédio – sport e o menor para a estrada molhada – rain. Ainda alternei entre eles para ver se notava algo, mas sinceramente para esta humilde e ignorante alma foi tudo igual, o que não é de admirar, pelo pouco que rodei.
O que achei fantástico foi a tecnologia “quick shift” (assistência na passagem de caixa). Este sistema electrónico, que actua através do corte de injecção, permite meter velocidades no sentido crescente sem embraiagem nem corte de aceleração. Bom, se me descrevessem a experiência, nada me diria, mas ao experimentar, é quase como comer batatas fritas, quer-se mais, mais, mais… O único problema é que, como aquilo é sempre a crescer em potência e velocidade, às páginas tantas já a roda da frente queria levantar e a velocidade a que ia, nem deu para ver, mas tenho a certeza que era demasiada para o tipo de estrada.
Não posso deixar de realçar a vasta tecnologia desta moto, alguma dela exclusiva aquando do seu lançamento. Tem um ABS dinâmico combinado com o controlo de tracção, este, regulável em 4 posições, de acordo com o tipo de condução. As suspensões, multi-reguláveis, como não podia deixar de ser, são evidentemente duras, mas não deixam de ter um amortecimento muito bom nas pequenas irregularidades. Escusado será dizer que não me atrevi sequer pensar em andar a mexer nestes botõezinhos.
Mas o melhor da moto, são as suas linhas. Agressivas e sedutoras, desafiam a simetria, mas tudo ligado com harmonia. No seu costado esquerdo tem uma só saída de ar, mas do lado direito as saídas reclamam a imagem da guelra de um tubarão.

A S1000RR não é para qualquer dente, tanto no preço (18.000€) como nas performances, pelo que, quem a compre, ou tem a cabeça bem assente nos ombros ou então arrisca-se a perdê-la em pouco tempo. Que mais é preciso dizer para perceberes?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

HONDA NR750.... ainda se lembram?



Em 1992 a Honda apresentou ao mundo uma montra de tecnologia chamada NR750. Entre outras coisas esta mota tinha: pistões ovais, para poder ter 8 valvulas por cilindro; 2 bielas por pistão; já utilizava fibra de carbono e titânio; era uma 750 com 125 cavalos, etc, etc, etc....



Ainda Hoje é uma das minhas motas de sonho e uma das motos mais bonitas alguma vez construida.....






Os célebres pistões ovais de duas bielas e 8 válvulas por cilindro

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Honda NR 750
Year - 1992
Engine - Liquid cooled, four stroke, 90°V-four oval cylinder, DOHC, 8 valve per cylinder - 32 Valve
Capacity - 747.7Bore x Stroke101.2 x 50.6 x 42 mm
Compression Ratio - 11.7:1
Induction - Electronic fuel injection 8x 30mm chokes, 2 injectors per cylinder
Ignition / Starting - Computer-controlled digital / electric
Max Power - 125 hp 92 KW @ 14000 rpm (rear tyre 115.8 hp @14500 rpm)
Max Torque - 47.9 hp 6.6 kg-m @ 11000 rpm
Primary Trasmission - Kevlar Compound System
Secondary Transmission / Drive - 6 Speed / chainFront
Main Frame - Aluminium
Suspension - 45mm Showa inverted telescopic forks, preload, compression and rebound damping adjustment.
Rear Suspension - Pro-link arm Showa monoshock, preload, compression and rebound damping adjustment.
Front Brakes - 2x 310mm disc 4 piston calipers
Rear Brakes - Single 220mm disc 2 piston caliper
Front Tyre - 130/70 ZR16
Rear Tyre - 180/55 ZR17
Dry-Weight - 220 kg
Fuel Capacity - 17 Litres
Consumption average - 12.6 km/lit
Braking 60 - 0 / 100 - 0 - 12.9 m / 35.9 m
Standing ¼ Mile - 11.4 sec / 197.3 km/h
Top Speed - 257.3 km/h
Others: Honda's advanced forward thinking design features for the time included, front indicators integrated into mirrors, twin exposed side mounted radiators, underseat exhaust and a louvred swooping fairing constructed from carbon fiber with a one piece tail unit. The rider was protectd from the wind by a titanium tinted windscreen.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Concentração de motos em Góis

  
Mais uma vez foi num “flash” resolvermos ir a Góis. Decidimos dois dias antes e tivemos a sorte de conseguir um quarto, de sexta para sábado, na única pensão/residencial que lá existe, por desistência naquela hora.
Para mim o mais aliciante era conhecer uma terra cujo nome só tinha ouvido falar devido à concentração, implantada numa região onde nunca tinha ido. Ver motos, muitas motos, também é para mim uma forma de passar bem o tempo.
Góis é uma vila a 45 Km de distância a Este de Coimbra. Não sei se devia ser vila, pois já vi aldeias bem maiores. Quando lá chegamos estava muito calor e abafado. Passamos por cima de uma estreita ponte em pedra, de um só sentido, e de repente tive uma visão! Um pequeno rio (Ceira), de águas cristalinas, com uma pequena presa e uma praia de areia branca no meio! E como se não bastasse, tinha junto um bar com uma enorme esplanada, sendo que duas das suas mesas estavam implantadas na água onde só se conseguia lá ir de barco ou a nado e as bebidas eram servidas através de um braço deslizante.
Depois de me desembaraçar da bagagem e armadilhar a moto com todos os alarmes e cadeados que tenho, rapidamente enfiei-me na água (não muito fria como costumam ser as águas dos rios) e assentei – só por causa disto já valeu a pena!
Não pensem que a paisagem é idílica e perfeita, mas acreditem que cativa a vontade de lá voltar. Talvez seja um dos grandes motivos de sucesso crescente da concentração (18º edição!). Depois de explorar mais a zona, verifiquei que para jusante, o rio tem ainda mais duas presas e duas ilhas com areia branca.
À noite entramos no recinto da concentração. Notava-se que estava tudo muito bem organizado e arrumado. Não tinha a grandiosidade de Faro, mas também não tinha o pó e a porcaria, como por exemplo as latrinas, mesmo estando junto a elas, nem se notava.
Por sorte, tivemos um belo serão com os grupos que estavam em agenda. De entrada, os “Tara Perdida” e como prato principal os “Quinta do Bill”. Penso que não perdemos nada em não assistir aos grupos de Sábado com o desvitaminado João Pedro Pais.
Sábado chuviscou de manhã, mas em nada destemperou a elevada temperatura e por isso, banho no rio! Almoçamos e depois, mais banho no rio! O ambiente era bom: muitas motos, muito movimento, pese embora aqueles muitos energúmenos de chinela no dedo a fazerem estridentes  ráteres, “burn out” ou lá que é isso.
E pronto, finda a tarde resolvemos regressar, entramos no IP3 em Penacova e depois com a A24, em cerca de 2 horas estávamos em casa felizes e contentes.
Um abraço.



domingo, 21 de agosto de 2011

Raide aos Picos da Europa e Gijón

Chamo-lhe um “raide”, porque usamos, eu mais a minha cara-metade, apenas 2 dias e uma noite para percorrer mais de 900 Km, visitas incluídas.

Como a viagem era para ser de moto, dei primazia ao trajecto, de forma a ser na sua maioria fora de auto-estradas, para assim desfrutar das curvas e da paisagem. Ciente de que as estradas espanholas não desiludem na sua qualidade, planeei por onde bem me pareceu, com preferência por áreas por mim desconhecidas e passar nos Picos da Europa.

Já bem dormidos (10h00!) arrancamos em direcção a “A Gudiña” pela autovia deles, que dista cerca de 40 Km, e depois disso rumamos em direcção a Ponferrada (http://www.vivaleon.com/ciudad_de_ponferrada_leon.htm) , uma cidade bem no interior, de dimensões
consideráveis, que a muitos passa despercebida, e a mim também, pelo que tenho pendente uma visita pormenorizada ao seu centro.
Sem olhar para trás, continuamos a bom ritmo até León, onde almoçamos sem demoras. Depois rumamos até aos Picos, mas desta vez escolhi um itinerário diferente do usual, que, passa em Potes. Assim, por entre escarpas fascinantes e sempre acompanhados por rios de montanha e vegetação centenária, subimos o maciço a Oeste, por “Oseja de Sajambre” e depois descemos a montanha, com curvas muito vagarosas e algo estragada nas curvas pela neve do Inverno. Já lá em baixo, foi sempre a andar, tendo-nos posto em pouco tempo em Gijón, muito com a ajuda da Autovia del Cantábrico – A8.

Visto o que havia para ver, no dia seguinte regressamos. Após uma breve hesitação, porque estava a ver que íamos demasiado cedo para casa, decidimos parar em Oviedo, uma cidade que por diversas vezes tinha passado ao lado. Acertada decisão! Descobrimos ser uma cidade bonita, agradável, cheia de locais de interesse e com muita história. Basta dizer que estiveram lá os romanos! 
Lá para o meio da tarde arrancamos para a última tirada e mais uma vez tivemos uma surpresa não prevista no nosso trajecto: a passagem por um maciço – o parque natural de Somiedo (http://www.parquenaturalsomiedo.com/), mesmo à entrada da província de Castilla y Leon.
Depois de mais umas dezenas de quilómetros voltamos a pisar Ponferrada e a partir daí foi mais do mesmo, com temperaturas bem quentinhas acima dos 32ºC.
Considero este um belo trajecto, e por isso estou perfeitamente à vontade de recomendar esta voltinha, que se “digere” muito bem, tanto em distância como em paisagens.

Um abraço.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dos Pisões à Venda Nova

Não é nada a propósito da nossa última viagem a Vieira do Minho, pois sempre que vou a Braga e tenho tempo, (de moto, claro!) vou por esta estrada.
Por isso resolvi falar deste pequeno tramo. É uma daquelas pequenas coisas que me fazem sorrir, Cada vez que lá passo, e cada vez que o faço, maior fica a vontade de regressar.
Pisões é uma localidade que deu nome à barragem (ou terá sido ao contrário?) e Venda Nova a mesma coisa, mas esta última sei que foi mesmo a barragem que adoptou o nome da aldeia.
A estrada que une estas duas localidades é a já anteriormente por mim aclamada N103; um troço renovado de curvas rápidas, com cerca de 16Km, com alguns cruzamentos, mas sem atravessar localidades, acompanhando de forma quase contínua o rio Rabagão.
O Inverno que passou não foi propriamente de seca, mas ambas as albufeiras estão abaixo do nível, o que torna a paisagem algo desoladora, mas para quem passa de moto pouca diferença faz, pois nem dá tempo para desviar o olhar da estrada, tal é o frenético das curvas.
De Chaves a Braga, é o troço que mais me entusiasma, e porquê? Porque as curvas são abertas e previsíveis, conferindo muita visibilidade, permitindo uma maior velocidade e implicitamente, maior diversão.
Tudo começa quando descemos dos Pisões. Um enlaçado de curvas e contra-curvas algo apertadas, desaguando numa pequena ponte sobre o rio Rabagão. Depois disso encontramos uma grande recta que termina numa curva algo intimadora para quem não a conhece, mas um verdadeiro desafio (em ir rápido) para os repetentes.
A partir daqui é um verdadeiro gozo: curvar e mais curvar sem cansar, até que encontramos uma curva anormalmente apertada, que me faz lembrar uma outra que lhe chamavam a “curva da morte”, devido aos inúmeros despistes dos mais incautos ou inábeis. Nada que se não se resolva: uma velocidade abaixo e um cheirinho no travão de trás e toca a acelerar à saída da curva. Perfeito! Quase me senti um piloto de MotoGP, pese embora o mastodonte que trago entre as pernas (atenção às más interpretações!)
E daí para diante é mais do mesmo, mas todas diferentes. Só provando é que dá gosto.
Dizem que o pior que se pode fazer para ter um acidente de moto é sair sem destino. Pois então, se simplesmente queres dar uma voltinha e não tens onde ir, vai dos Pisões à Venda Nova e regressa! Vais ver que vai ser divertido.
Um abraço e boa viagem.



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Passeio por Vieira do Minho

Não sei se é a crise económica ou é tão-somente uma crise de vontades, mas a verdade é que temos feito e participado em bem menos (grandes) viagens de moto do que aquilo que seria de desejar.
Como motivo da vinda de férias do nosso amigo LiCá desde as terras longínquas e inóspitas do Afeganistão (com Honda CB600 S), resolvemos “do pé p’ra mão”, no passado sábado, 30 de Julho, dar uma voltinha só para matar o vício, que já atingia níveis preocupantes, quase radioactivos :).
O Filipe sugeriu para itinerário/tema, a serra do Gerês e eu agarrei nele, enfiei-lhe um cotovelo por Vieira do Minho, para desaguarmos em Cabeceiras de Basto.
Assim, o aperitivo foi a incondicional N103, estrada tão serpenteda como divertida e variada, que passa ao largo de Boticas e Montalegre e bem junto das barragens de Pisões e Venda-Nova.

Quando passamos junto à serra do Gerês, lembro-me de pensar “ainda bem que não decidimos ir até lá”, pois via-se no horizonte um nevoeiro nada convidativo para passear.
Passados Vieira do Minho, para mim passou tudo a ser novo. Ao início a estrada era mais dada para motos trail (daquelas que têm muitos ferros à mostra:)), por ser muito sinuosa e com o piso algo irregular. De repente deparamo-nos com uma barragem – a de Guilhofrei, que tinha uma zona balnear muito agradável e espanto (!) tinha tele-ski (ski puxado por cabo em vez de ser por barco). Todo um pormenor, onde menos se esperava.
A partir daqui a estrada melhorou e depois de Cabeceiras rumamos pela nacional N206 (a antecessora da A7) até que nos afundamos em Ribeira de Pena. Depois foi só dar gás para emergir e percorrer a espaçosa estrada até às famosas curvas da “carreira da lebre” antes de entrarmos em Boticas. A partir daqui repetimos o que já tínhamos feito há umas horas, mas com uma perspectiva diferente.
Apesar de ser só uma voltinha, foram mais de 200 Km, que ocuparam toda a manhã, com apenas meia-hora de paragem.
Foi um belo passeio e que espero que sirva de boa recordação ao LiCá, durante os próximos (menos de) 3 meses que o esperam no Afeganistão. Boa missão para ele e nós cá continuamos a gastar pneus!!!
Um abraço

segunda-feira, 4 de julho de 2011

13º Lés-a-Lés Parte II – O 13 que não deu azar!


Depois do que disse o Filipe por palavras e por imagens, pouco fica por dizer e por isso vou-me dedicar-me à conversa da treta.

Confesso que deixei passar 10 edições do Lés-a-Lés, porque não achava nenhuma graça andar cerca de 30 Km em terra batida e sujeitar a minha Suzie GSXF750 às inclemências dos buracos, pedras e pó.

Cumpridas 3 edições, continuo a pensar o mesmo, não pela moto, mas por mim. Acho uma gradessíssima estupidez ir em carneirada, por caminhos, a apanhar quilos de pó e ainda por cima ver passar alguns “camelos” (não domesticados) a revolverem a terra com as suas deslumbrantes e potentes trail, julgando que são os maiores do todo-o-terreno, mas que no final libertam apenas as suas frustações, esquecendo o civismo com todos os restantes. Há quem diga que isto é falta de espírito. Eu digo que não é adequado, quer seja pelo diverso tipo de motos, quer pela enorme quantidade (1200!) e pelo tempo, normalmente seco. É quase tão adequado fazer isto, como fazer shows eróticos numa concentração de motos (quase!).

O Alentejo é bonito, sem dúvida, mas por mais que a organização se esforce, nunca consegue arranjar temas como arranja no norte. O que não posso concordar, é que sevinguem com caminhos em terra, para empatar o “pissoal”, onde pouco mais se vê do que chaparros… e poeira, muita poeira! Eu sei que, se não fosse isso púnhamo-nos logo no Algarve, mas tal como existem alternativas aos shows eróticos nas concentrações, também existem para os intermináveis caminhos poeirentos.

Esta edição foi especial, porque levamos passageiro. Daí apresentarmos umas quantas fotos privilegiadas, tiradas em andamento, o que me fez encher de vaidade ver-me a mim próprio (g’anda máquina eh!?)!

Fora isso e a boa companhia, ficou o peso. A falta de manobrabilidade da minha moto naqueles locais mais intrincados, fazia-me por vezes perder as estribeiras e com isso, a pobre e doce “RaTa”, em breves segundos, passava a ser apelidada de grandessíssimo “canhão”, despertando-me em simultâneo incomensuráveis saudades da minha baixota CX500.

Também fez falta o ar condicionado. Foram 3 dias, com temperaturas praticamente acima dos 35 graus (à sombra). Mais para o fim, já nem podíamos parar, pois as nossas companheiras de viagem deitavam logo o equipamento ao chão, à procura de mais fresquinho.

Mais uma vez fomos presenteados pela organização com lugares, monumentos e paisagens espectaculares. O único problema é que tudo se passa tão rápido que nem dá tempo para “digerir” aquilo que se vê, chegando-se ao fim do dia sem saber exactamente onde se esteve e o que viu. É tal qual num casamento. Come-se muito e de tudo, mas não se saboreia nada e no dia seguinte já estamos com fome!

Já que falei de comida, vamos às refeições. Fica o aviso. Se alguém vai ao Lés-a-Lés para comer, é melhor ficar em casa, ou então é melhor ir a restaurantes (fizeste bem em não ir Michel!). Bom ou mau, é sempre polémico, senão vejamos: aquilo de que eu gostei, os meus companheiros não gostaram e vice-versa. Só o jantar em Lagoa gerou unanimidade. Foi bastante bom, tanto em qualidade como em quantidade.

Como sempre, a chegada à costa do Algarve é sempre emocionante, ou melhor,
deslumbrante. Depois de praticamente três dias a vermos o interior profundo por entre pedra, calor e pó, de repente a nossa vista choca com o azul do mar, a praia e seres em trajes menores, muitos deles de pele branca ou rosada vindos de algures do norte da Europa. Não consegues sentir aquilo que eu digo? Então é porque não fizeste o Lés-a-Lés!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

13 º Lés a Lés Parte 1







Bom dia a todos Motociclistas!!




Uma vez mais foi realizado a maratona motociclistica de maior importância na Europa. E claro os "jornalistas" do Diário de Motocicletas estavam presentes.












Na verdade é que ao contrario de outras entidades totalmente semelhantes ( Motociclismo, Motojornal, Rev,...) nós tivemos que pagar a inscrição e levar as nossas motas.






Mas tudo isso vale a pena pois o retorno financeiro com a publicação neste blogue são largos milhões de Euros de facturação !!!




Assim posso apenas comentar que esta edição foi ... digamos ... calma, com muito calor e com uma companhia fabulosa. Isabel passas-te com distinção " bastando para isso o ter de aturar o teu marido " e claro a Catarina a parceira ideal nestas andanças mas um pouco sonolenta.

Quanto ao percurso este decorria atravez de um prologo de 80 kms pelo Mogadouro, com um primero dia calmo. O segundo dia partimos do Mogadouro com chegada a Castelo de Vide com aproximadamente 450 kms e umas 12 horas de condução.




Esta etapa foi magnifica pois a passagem do Douro é sempre única. E a ultima etapa ligou Castelo de Vide a Lagoa. Esta etapa foi marcada pelo calor e claro pelas aldeias tipicamente alentejanas.


Foi um Lés a Lés com nota quase máxima pois as refeições deixaram muito a desejar.


Esta foi a minha analise do evento mas estou certo que teremos mais novidades quando o "jornalista Mário Pires da Silva" publicar o Lés a Lés Parte II

























Cumprimentos


Filipe Lage